PLANEJAMENTO DO PROCESSO

1) Desenhar a seqüência de etapas de processamento, desde o corte até a operação final de forjamento. Nesse planejamento observar os limites do processo como, as reduções de área, comprimento máximo do tarugo fora da matriz superior e inferior. Considerar as limitações do equipamento, isso é, curso dos extratores, capacidade e velocidade:

        A figura a seguir apresenta a evolução da geometria do tarugo ao longo das etapas de extrusão, corte e recalque a frio, considerando a sequência de etapas definidas a partir dos critérios definidos no roteiro.

Seqüência das etapas de conformação


        No primeiro estágio, antes de iniciar-se as extrusões da extremidade inferior ocorre o aumento do diâmetro do tarugo por recalque, que passa de 31,75 para algo em torno de 31,85 mm. Nesse estágio realizam-se as extrusões livres para os diâmetros de 27,2 e 23,95 com reduções de seção de 27 e 22% respectivamente em cada matriz.

        No segundo estágio é feita a extrusão do diâmetro de 20,73 (25% de redução), a extremidade inferior é parada pelo extrator e é feito o recalque da extremidade superior. Como o comprimento livre é de aproximadamente 80 mm, ou seja, 2,5 vezes o diâmetro nessa região, não há perigo de flambagem.

        No terceiro estágio é feito o cisalhamento da extremidade inferior do eixo, controlando-se o comprimento desejado para a região V, no caso próximo de 29 mm.

        No quarto e último estágio, o eixo é guiado e limitado pelos extratores no martelo e na mesa. Um aspecto importante que deve ser observado é verificar se os extratores suportam a força de compressão desenvolvida no recalque. Com o avanço do martelo realiza-se o recalque da cabeça (diâmetro de 58,59+0,26 mm) e ajustam-se os diâmetros do forjado final.